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03 Julho 2009

Queres ser solidário com o IPO



São necessários (principalmente) pijamas para as crianças que estão no IPO a fazer tratamentos de quimioterapia.

Após os tratamentos, os pijamas ficam muito sujos e gastam-se rapidamente. Esta ideia surgiu há dois anos e hoje já é apelidada de *Movimento Pijaminha* pelo sucesso que têm tido os esforços conseguidos!

As necessidades existentes passam pela falta de pijamas, pantufas, chinelos, meias, robes e fatos de treino. Para todos a vida não está fácil, mas dentro das possibilidades de cada um há sempre espaço para participar, comprando ou obtendo junto de amigos e familiares agasalhos que já não sirvam.

No ano passado foram entregues 76 pijamas e o IPO ficou muito satisfeito com esta dádiva. Este ano vamos repetir a façanha, e se possível ultrapassar este número. Se divulgarem já estão a ajudar!!!

02 Julho 2009

Maria Augusta no Concelho Directivo do ICN


fonte: Ordem dos Enfermeiros

A bastonária da Ordem dos Enfermeiros (OE), Enf.ª Maria Augusta Sousa, foi hoje, 30 de Junho, eleita para o Conselho Directivo do Conselho Internacional de Enfermeiros (International Council of Nurses – ICN). O anúncio do resultado das eleições foi feito na sessão de encerramento do Conselho de Representantes Nacionais (CNR) – a Assembleia-Geral do ICN – que decorreu nos últimos quatro dias em Durban, África do Sul.

A Enf.ª Maria Augusta Sousa entende que o ICN deve assumir a liderança na promoção da solidariedade e do mandato social da Enfermagem, apoiando as associações nacionais de enfermeiros e dando voz aos que não são ouvidos.

No mesmo escrutínio foi também escolhida a nova presidente da instituição, a Enf.ª Rosemary Bryant, da Austrália, até aqui 2ª vice-presidente, vencendo a Enf.ª Edith Allwood-Anderson, da Jamaica. Além disso, foram também eleitos os restantes membros para o Conselho Directivo do ICN.

Desta forma, o Conselho Directivo do ICN passa a ser composto por:
Presidente - Enf.ª Rosemary Bryant (Austrália)
Conselho Directivo – Enf.ª Elizabeth Oywer (Quénia), Enf.º Rudolph Cini (Malta), Enf.º Peter Požun (Eslovénia), Enf.ª Anna Karin Eklund (Suécia), Enf.ª Julita Sansoni (Itália), Enf.ª Maria Augusta Sousa (Portugal), Enf.ª Sylvia Denton (Reino Unido), Enf.ª Marlene Smadu (Canadá), Enf.º William Holzemer (Estados Unidos da América), Enf.ª Beatriz Carvallo Suarez (Colômbia), Enf.ª Maria Angela Elias Marroquin (El Salvador), Masako Kanai-Pak (Japão), Marion Guy (Nova Zelândia) e Teresa J. C. Yin (Taiwan).

O mandato dos novos órgãos sociais do ICN decorre entre 2009 e 2013, estando as próximas eleições marcadas para o CNR que irá decorrer em Maio desse ano em Melbourne, Austrália.

Em paralelo com o encerramento dos trabalhos do CNR decorreu o primeiro dia do 24º Congresso do ICN, o primeiro a realizar-se em África e que conta com mais de cinco mil delegados inscritos, cerca de 3330 oriundos do continente africano.

Um médico a fazer GREVE DE FOME EM DIRECTO


fonte: http://grevedefomeemdirecto.blogspot.com/

O médico Gilson João dos Santos Alves colega pede à Administração do Hospital de S. João, E.P.E. que o reintegre imediata e incondicionalmente o nas suas funções clínicas e reponha a legalidade; que ponha fim ao assédio psicológico, perpectrado unicamente para obrigar o funcionário a desistir dos seus projectos e abandonar o local de trabalho.

As atitudes do Hospital de S. João, E.P.E.. neste caso são inadmissíveis num estado democrático e de direito. Nenhum funcionário deve ser perseguido e afastado por manifestar as suas opiniões e por exigir horários dignos. Setenta e duas horas em 4 dias é inadmissível e, põe, acima de tudo, o doente em risco por motivos meramente económicos.

Assinem a petição de apoio que ele tem no seu blog.

30 Junho 2009

Novo modelo de gestão hospitalar mais eficiente que «Entidade Pública Empresarial»

Estudo da FMUP comprova urgência em implementar modernização do sistema

«Hospital Fundação Estatal» é o modelo proposto pelos especialistas da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) que defendem uma terceira vaga de reformas no sector hospitalar português. Um estudo promovido por Guilhermina Rego e Rui Nunes, professores da FMUP, demonstra que o novo modelo – um protótipo de gestão hospitalar aplicado com grande sucesso no Reino Unido, por exemplo – é mais eficiente do que o vigente (Entidade Pública Empresarial).

Assim, e com base na experiência internacional existente, os autores da pesquisa sugerem a implementação gradual desta nova proposta de gestão dos hospitais públicos em Portugal. O relatório final, que constará no site “www.sbem-fmup.org” a partir de hoje, será enviado ao Governo, à Comissão de Saúde da Assembleia da República, aos parceiros sociais e às associações de doentes e está aberto a discussão pública até ao final de Julho. Na opinião dos docentes trata-se de uma das principais reformas do sector da saúde que urge implementar para a modernização do sistema. “O Serviço Nacional de Saúde é uma importante conquista civilizacional mas necessita de uma profunda reforma conceptual e administrativa de modo a ser possível garantir a sua sustentabilidade económica e financeira”, pode ler-se no relatório.

De acordo com os especialistas, o “Hospital Fundação Estatal parece ser uma alternativa credível aos actuais modelos de gestão hospitalar, nomeadamente aos de Entidade Pública Empresarial e aos que se encontram integrados no Sector Público Administrativo, podendo mesmo configurar-se como uma evolução no plano organizacional do Sector Empresarial do Estado”.


Vantagens do novo modelo

As vantagens do modelo Hospital Fundação Estatal assentam, em primeiro lugar, na probabilidade de um “melhor desempenho económico e financeiro por parte deste tipo de hospital, dado que as regras e princípios de gestão característicos da iniciativa privada podem aqui ser plenamente desenvolvidos e aplicados, com evidentes ganhos de eficiência e de combate ao desperdício”.

No plano organizacional, “a superioridade deste empenho refere-se ao facto de que o Hospital Fundação Estatal permite uma participação acrescida da sociedade, de grupos representativos dos doentes e dos profissionais de saúde quer na gestão quer na definição das grandes linhas estratégicas do hospital”, refere o estudo.

Quanto à governação do Hospital Fundação Estatal, a proposta acautela também que os dinheiros públicos sejam empregues na procura da satisfação das necessidades dos cidadãos/contribuintes/utentes. A existência de um Conselho de Curadores – que define as grandes linhas de orientação estratégica do hospital – e de um Conselho de Administração – encarregue da sua gestão operacional – é o garante da existência de um sistema moderno de gestão em consonância com as mais modernas teorias da ‘Corporate governance’ (nomeadamente a estrutura dual), defendem os professores da FMUP.

O modelo fundacional propícia também a promoção de outros valores sociais, tal como o imperativo de prestação de contas à sociedade através da libertação pública dos indicadores de desempenho (public accountability) e corresponde a uma verdadeira descentralização administrativa, sendo este um imperativo para uma verdadeira reforma estrutural do Estado Social.

Mais moderno e sustentável Simultaneamente, os autores propõem a criação de uma Lei-Quadro das Fundações Públicas de Direito Privado onde seja harmonizado o seu estatuto; esteja previsto que os seus orçamentos sejam predominantemente alimentados por dinheiros públicos; se determine que os seus órgãos de gestão sejam, em parte, nomeados pelo poder político e em parte pela sociedade civil; e se regulamente os aspectos básicos do regime a que devem obedecer este tipo de fundações, qualquer que seja a sua área de actuação.

“Deste modo o Serviço Nacional de Saúde será no futuro mais moderno e mais sustentável, porque adopta um dos modelos mais evoluídos no plano da gestão hospitalar, com resultados comprovados no plano internacional e tem uma nova cultura na administração da saúde permitirá gerar ganhos de equidade e assim contribuir para a viabilidade futura do Modelo Social Europeu”, concluem.

Note-se que Portugal é um dos países da União Europeia que mais gasta com a saúde. Ainda assim, de acordo com Rui Nunes, “os problemas de sustentabilidade financeira mantêm-se e os índices de satisfação dos utentes e dos profissionais de saúde não atingem os níveis esperados”.

Médicos a dispensar genéricos nos consultórios?



fonte: DN Notícias

Os médicos querem dispensar medicamentos genéricos nos hospitais, consultórios e centros de saúde. link

Um contra golpe surpreendente e audacioso que deve ter deixado sem respiração o patriarca das farmácias. Que, por mais que puxe pela cachimónia, dificilmente encontrará forma de subir a parada. link

ANDAMOS A DORMIR - Criação dos paramédicos


A Anteph e o Stae não param de sonhar com a criação da carreira de paramédico. Têm feito o possível e o impossível enquanto determinadas pessoas andam a dormir.

- Plano de Estudos do Curso de Requalificação em Técnico de Emergência Pré-Hospitalar

- Proposta para a Carreira de Técnico de Emergência Pré-Hospitalar

Analisem bem este plano de estudos.... O que tem feito a Ordem??? Caros colegas, analiso este problema com muita preocupação... Não adianta querermos apenas evitar que seja criada esta carreira... temos sim é que provar que ela não faz falta porque nós enfermeiros estamos cá e as nossas competências chegam para dar conta do caso...

Mas analisando a nossa dita "ciência", os nossos modelos holísticos, as especialidades generalistas, a falta de REPES com mais conteúdos funcionais práticos, chego à conclusão que temos que criar especialidades que mudem um pouco o paradigma geral da nossa profissão [senão teremos vários técnicozinhos que também vão querer ter as suas carreiras no futuro...]

29 Junho 2009

Fotos dos eventos disponíveis


Já estão disponíveis a fotos dos seguintes eventos:

- "3º Simpósio PPST", Portalegre, 20 de Junho;

- Congresso "O Doente Emergente", Vila do Conde, 27 e 28 de Maio.

Uma imagem... uma realidade escondida...


Quando olham para a imagem em que pensam??

Manual traduzido ajuda mães imigrantes a cuidar dos bebés


fonte:ALERT Life Sciences Computing, S.A.

A dificuldade de comunicação dos profissionais de saúde com as mães imigrantes foi o mote para o desenvolvimento do primeiro manual de saúde materna, traduzido em seis línguas.

Dirigido às mães imigrantes residentes em Portugal, “Como cuidar do seu bebé” é um manual pedagógico bilingue disponível em português e uma das seguintes línguas: francês, inglês, romeno, russo, chinês e ucraniano.

O livro foi apresentado na semana passada, em Lisboa, e será distribuído gratuitamente nos estabelecimentos de saúde de todo o país.

O manual, escrito pela pediatra Cândida Mendes em conjunto com quatro enfermeiras, pretende ensinar as mulheres sobre como cuidar do seu bebé, nomeadamente sobre como desinfectar o cordão umbilical, mudar a fralda, dar banho, amamentar, lidar com cólicas e quais são as manobras de desengasgamento.

O livro alerta ainda para a necessidade do “teste do pezinho”, realizado habitualmente nos Centros de Saúde nos primeiros dias do bebé. O manual será distribuído às mães já muito próximo do parto e nas maternidades do país, aos obstetras e pediatras, para que sejam distribuídos a todas as mães que entram nos serviços se saúde.

O projecto conta o apoio do Alto Comissariado da Saúde, do Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural, da Sociedade Portuguesa de Neonatologia e da Angelini Farmacêutica.

Desfibrilhadores podem ser utilizados por não-médicos



fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A.

As regras para a utilização por não-médicos dos aparelhos desfibrilhadores, usados para reanimação em caso de paragem cardíaca, e a sua disponibilidade em espaços públicos, como estádios ou centros comerciais, foram aprovadas na sexta-feira passada pelo governo.

No final da reunião do Conselho de Ministros, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Francisco Ramos, explicou à agência Lusa que o objectivo é "aumentar o uso" do desfibrilhador automático externo, tendo em conta que este aparelho só é útil se for usado rapidamente, nomeadamente em caso de paragem cárdio-respiratória.

"Pretende-se, desta forma, facultar o acesso generalizado a meios de socorro fundamentais para a diminuição de um considerável número de mortes evitáveis por eventos cardiovasculares", é afirmado no comunicado final da reunião do governo, ao qual a agência Lusa teve acesso.

Com esta aprovação, estão criadas as condições necessárias para que equipas "devidamente treinadas" de não-médicos possam usar o equipamento, apesar de a "supervisão médica continuar a ser indispensável".

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) será o responsável pela formação dos técnicos, sendo também a entidade com que se devem articular à distância, em caso de assistência, os utilizadores não-médicos do desfibrilhador. O INEM será também o responsável pelo licenciamento da utilização de desfibriladores, quer no âmbito do Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM) quer em locais de acesso público.

O SNS continua a degradar-se

fonte:Partido Comunista Português - Politica de Saúde
por: Cogitare em Saúde



Nos enfermeiros a carência deriva apenas da política de restrição de trabalhadores na administração pública, que para além de ajudar ao desemprego, deixa os serviços de saúde em difíceis condições para dar resposta à população.Considerando dados de produção da Administração Central dos Serviços de Saúde, podemos concluir que faltam nos hospitais portugueses, pelo menos 15 mil enfermeiros. Já nos centros de saúde e aplicando as regras da OMS, para que todos os portugueses tenham enfermeiro de família, serão precisos mais 5 mil enfermeiros. Faltam por isso no total 20 mil enfermeiros.

Os enfermeiros em falta em relação aos necessários são 35% em todo o SNS, 42% nos centros de saúde e 33% nos hospitais. E isto enquanto milhares de enfermeiros estão no desemprego e o Governo aposta na sua precariedade e na negação dos direitos mais elementares na sua carreira.

Outra das razões para a degradação do serviço às populações foi a política de concentração de serviços, com encerramentos baseados em razões economicistas e em falsos critérios técnicos, para favorecer a política da obsessão do défice. Assim aconteceu com inúmeras extensões de saúde, com serviços de atendimento permanente, com urgências hospitalares, com maternidades e blocos de partos. Em muitos sítios o serviço público foi substituído pelo privado, que passou a ser a única solução para as populações.

Incentivos para enfermeiros prometidos para Julho

fonte: JN

O Secretário de Estado da Saúde garante solução para prémios para enfermeiros e administrativos nas unidades de saúde familiar. E assegura que os utentes estão mais satisfeitos

A"Monitorização da satisfação dos utilizadores das unidades de saúde familiar" realizada pela Universidade de Coimbra concluiu que 73% dos utentes estão contentes.

Manuel Pizarro, fala em ganho em relação a estudos anteriores. E entrega a defesa da reforma dos cuidados primários à Organização Mundial da Saúde, cujo relatório mundial de 2008 "valoriza a experiência como um dos projectos mais interessantes no mundo". Em entrevista de balanço, deixa a promessa de que os incentivos financeiros aos enfermeiros e administrativos das USF de modelo B vão ser pagos em Julho. A satisfação global média dos utentes das USF está nos 73%.

28 Junho 2009

Revolução na Saúde Inglesa - Enfermeiros na Gestão

fonte: Blog The Witch Doctor
por Doutor enfermeiro

"We want to put Nurses in control"
- Gordon Brown, Primeiro Ministro Inglês -

"The Prime Minister’s Commission on the Future of Nursing and Midwifery explicitly aims to help put nurses in control of services and the direction of policy. It is a recognition of the government’s belief that nursing is the most ‘forward thinking’ group of healthcare professionals"

"Nurses can further improve safety, champion high quality patient care and give nurses and midwives more freedom to manage, commission and run their own services"

25 Junho 2009

Redução da Jornada para 30 horas/semana no Brasil

fonte: DCI - Comércio, Indústria & Serviços (Brasil)


A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou, nesta quarta-feira (24), o Projeto de Lei 2295/00, do Senado, que reduz a carga de trabalho máxima dos enfermeiros de 40 para 30 horas semanais, com 6 horas diárias.

"Os enfermeiros executam tarefas cansativas, trabalham em plantões e, assim como outros profissionais da área de saúde, têm direito a jornada de trabalho reduzida." O exercício da enfermagem é extenuante e implica vários riscos para a saúde dos profissionais. A redução da carga horária significará redução do nível de estresse e resultará na melhoria e na humanização dos serviços prestados pela categoria"

O deputado André Zacharow (PMDB-PR) apresentou voto contrário ao projeto. Segundo ele, os hospitais privados terão custos maiores, que serão repassados para os pacientes. Ele afirmou que muitos enfermeiros vão usar a redução da jornada para ter dois empregos.

A saúde sob mira...

fonte: Jornal da Madeira
por: Gilberto Teixeira

As mudanças provocam sempre engulhos, porque mexem fatalmente com certos comodismos e interesses. Seja onde for e com qualquer pessoa. Mas desde que esta equipa da Saúde tomou posse, e nomeou novos responsáveis em várias áreas, o independente do outro lado da rua, lançou-se numa cruzada impiedosa contra as reformas que estão ocorrendo nos Hospitais, Centros de Saúde e outros departamentos.

Em busca do escândalo e da “desgraça” sindicalistas tiveram o desplante de caracterizar o nosso sistema de Saúde como tendo regredido 30 anos! Que meiguice! O desmentido por parte de quem sempre assumiu publicamente as suas responsabilidades na gestão da Saúde, não foi publicado na edição seguinte do independente, talvez por falta de espaço, mas aguardou um dia no congelador para ser amputado e não ser divulgado na íntegra. Critérios jornalísticos.

Neste jornal esse comunicado, foi publicado na íntegra e é para isso que servem os jornais. Dar notícias, que são verdadeiras, e não suspeitar, presumir e alarmar e depois “censurar” as respostas dos atingidos. Ainda que ninguém esteja isento de erros.Como o assunto não pegou, e os desenvolvimentos seguem uma eventual via litigiosa que é legítima e deve ser assumida como tal, passaram para outra fase, que é a dos enfermeiros e do descontentamento dos mesmos pelas decisões da Direcção Clínica. Outra novela que mete falta de pessoal de enfermagem aludindo a profissionais no desemprego.

Os argumentos são o que são e cada um sabe de si. Mas se há classe com emprego garantido, e nalguns casos, quanto a mim, muito bem, fazendo duplo emprego, é a dos enfermeiros. A Saúde é um bem público, requer respostas complexas e específicas e daí as controvérsias na organização da assistência médica.Só que chega a ser caricato discutir esta questão central, incitando profissionais à obstrução das melhorias do sistema, contestando sem aprofundamento das causas subjacentes às alterações e mudanças, que se verificam para favorecer uma melhor assistência médica aos que dela necessitam.

Porque não discutem com outro nível? E a outro nível? Porque motivo não reflectem na realidade da Saúde Regional em vez de politizar toda e qualquer medida que os novos responsáveis, através de estudo e ponderação resolvem tomar para bem de todos. Não é coincidência a mais, o PCP ter anunciado para esta semana dois projectos de Decretos Legislativos sobre consultas no dia, e cirurgias em três meses? Já compararam esse legítimo direito dos deputados comunistas, com o programa de Governo para a Saúde, referendado pelo povo e legitimado em eleições? Será isso possível sem subversão do sistema ou inversão de opções políticas?

Porque desacreditar na qualidade, competência e capacidade dos responsáveis pela Saúde se à boca pequena, oiço criticar os profissionais, sejam médicos ou enfermeiros, por vaguearem entre o público e o privado, preocupando-se com acessório e não com o essencial. E não acham que ofendem quem está em dedicação exclusiva, e trabalha como um ‘negro’ no tratamento dos doentes? Quantos agradecimentos públicos saem nos jornais a homenagear a classe médica e de enfermagem?

24 Junho 2009

Dez mil portugueses vão participar num estudo para avaliar a prevalência de fibrilhação

fonte: SIC

Dez mil portugueses vão participar num estudo epidemiológico, através de um electrocardiograma feito em casa, que irá avaliar a prevalência em Portugal da fibrilhação auricular, um dos mais importantes factores de risco para o Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Promovido pelo Instituto Português do Ritmo Cardíaco (IPRC) e pela Associação Portuguesa de Arritmologia, Pacing e Electrofisiologia (APAPE), o estudo irá decorrer em 70 cidades de norte a sul do país, nos Açores e Madeira. Em declarações à agência Lusa, o presidente do IPRC disse que este será o primeiro grande estudo para analisar a incidência no país da fibrilhação auricular, a arritmia cardíaca mais comum, muitas vezes associada a uma diminuição da qualidade de vida, a um número substancial de hospitalizações e a um aumento de complicações cardiovasculares muitas vezes fatais, como é o caso dos AVC.

Dados do IPRC indicam que esta doença afecta cerca de cinco indivíduos em cada 1000, de ambos os sexos, incidência que aumenta com a idade. "Trata-se de um grave problema de saúde pública que actualmente afecta cerca de sete milhões de doentes nos Estados Unidos da América e Europa, e os especialistas esperam que este número duplique em 2050 devido ao aumento da população sénior", refere o IPRC. O presidente do IPRC, Daniel Bonhorst, adiantou à Lusa que a fibrilhação auricular "é uma das maiores preocupações dos cardiologistas", uma vez que "está comprovado que é um factor de risco para embolias cerebrais, uma das causas importantes do AVC, cuja prevalência é muito elevada em Portugal".

"Interessa-nos saber se a fibrilhação auricular poderá contribuir para essa elevada frequência", frisou Daniel Bonhorst, explicando que os estudos sobre esta matéria são "limitados e não permitem tirar conclusões". O estudo que irá fazer o levantamento desta situação em Portugal terá início segunda-feira, com a deslocação de técnicos de Saúde a várias casas onde os moradores, com idade igual ou superior a 40 anos, farão um electrocardiograma e responderão a um inquérito destinado a recolher dados demográficos, sócio-económicos, clínicos e terapêuticos.

Este trabalho de campo irá decorrer até Setembro e os resultados dos estudos deverão ser apresentados em Novembro, avançou o presidente do Instituto Português do Ritmo Cardíaco. Daniel Bonhorst acrescentou que o estudo abrangerá ainda consultas de cardiologia dos hospitais e centros de saúde, através de inquéritos a médicos. Os sintomas mais comuns da fibrilhação auricular incluem a sensação dos batimentos descoordenados do coração (palpitações) e a pulsação rápida e irregular, com períodos de aceleração e desaceleração do seu ritmo.

Os doentes podem também queixar-se de tonturas, sensação de desmaio, perda do conhecimento, dificuldade em respirar, cansaço, dor ou sensação de aperto no peito. A idade, obesidade, hipertensão, enfarte do miocárdio, a insuficiência cardíaca congestiva são alguns dos factores de risco para o aparecimento da fibrilhação auricular.

Opinião:
Quem reparou na reportagem que deu na TV, viu que os técnicos de saúde eram final técnicas de cardiopneumologia... Eu questiono... Haverá enfermeiros envolvidos?
Ou será isto um reflexo da real falta de conhecimentos dos enfermeiros na area da electrocardiografia??
Há quem defenda que a enfermagem não se desenvolve nestas áreas [diagnóstico]....??? Realmente não percebo...