fonte: Destak opinião de Fábio Gonçalves
Escolas de enfermagem contra ano de estágio
As escolas de enfermagem discordaram hoje da criação de um ano de estágio suplementar à actual licenciatura, segundo uma proposta socialista, porque consideram que a medida vai afastar candidatos, num dos países europeus com menos enfermeiros por habitante.
Tanto o responsável pela escola de enfermagem integrada na Universidade de Évora, Manuel Lopes, como o vice-presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Politécnicos (CCISP), Rui Teixeira, discordaram deste ponto de alteração ao Estatuto da Ordem dos Enfermeiros, proposto pelo Partido Socialista (PS), em análise hoje na Comissão do Trabalho da Assembleia da República.
As escolas de enfermagem foram ouvidas na AR depois de nos últimos dias os deputados terem recebido a Ordem dos Enfermeiros e Sindicatos do sector, que concordaram com esta alteração por considerarem ser uma forma de garantir a qualidade dos profissionais de enfermagem formados em todas as zonas do país.
Tanto Manuel Lopes como o responsável pelo CCISP consideraram que mais um ano de estágio é "perfeitamente excedentário" quando já se encontra em funcionamento a Agência Nacional de Acreditação e Avaliação do Ensino Superior, criada para "obter esse controlo de qualidade".
"Nós somos os primeiros a pedir que comecem a actuar rápido. Quanto mais rápido a Agência começar a distinguir as escolas que têm falta de qualidade das outras, melhor para todos os que se preocupam com essa qualidade", disse Manuel Lopes perante os deputados.
Manuel Lopes considerou que a medida vai provocar "uma baixa na procura destes cursos, o que levanta mais um problema num país onde a rácio de enfermeiros por habitantes já é das mais baixas da OCDE na Europa".
Por seu lado, Rui Teixeira salientou que os cursos de enfermagem em Portugal já têm, em geral, uma qualidade comprovada por avaliações internacionais, nomeadamente da European University Association (EUA).
"Esta medida pode significar também, obviamente, um controlo da Ordem dos Enfermeiros no acesso à profissão, mas nós não concordamos com isso", salientou Rui Teixeira.
Segundo este responsável, os cursos de enfermagem em Portugal têm cerca de 2000 horas de formação teórica e entre 2400 a 2700 horas de formação prática "em contexto de trabalho real, nos centros de saúde e centros hospitalares", pelo que com mais um ano de estágio os enfermeiros portugueses estarão ainda mais em desvantagem em relação aos de outros países europeus.
"Há países da Europa onde o ensino da enfermagem nem sequer é superior, há países onde os cursos exigem 180 créditos, quando em Portugal se exigem 240 créditos, e esses enfermeiros estrangeiros podem exercer em Portugal", explicou.
O CCISP já pediu uma audiência ao Primeiro-ministro, José Sócrates, para expor estas preocupações.
Todos os anos, são formados em Portugal cerca de 3700 enfermeiros.
"Estes senhores vêm com argumentos que só traduzem a sua preocupação monetária em torno da formação. Os politécnicos sabem muito bem que os cursos de enfermagem são os que mais atraem alunos, logo o financiamento por parte do Estado (em função das vagas preenchidas) está garantido. Esse Sr Rui Teixeira esta muito mal informado quanto aos rácios e vê-se que não sabe nada sobre o desemprego em enfermagem. Caros colegas não podemos deixar que estes caríssimos intelectuais da educação venham comprometer o futuro de uma profissão porque só estão interessados em manter o financiamento dos seus politecnicozinhos."
Escolas de enfermagem contra ano de estágio
As escolas de enfermagem discordaram hoje da criação de um ano de estágio suplementar à actual licenciatura, segundo uma proposta socialista, porque consideram que a medida vai afastar candidatos, num dos países europeus com menos enfermeiros por habitante.
Tanto o responsável pela escola de enfermagem integrada na Universidade de Évora, Manuel Lopes, como o vice-presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Politécnicos (CCISP), Rui Teixeira, discordaram deste ponto de alteração ao Estatuto da Ordem dos Enfermeiros, proposto pelo Partido Socialista (PS), em análise hoje na Comissão do Trabalho da Assembleia da República.
As escolas de enfermagem foram ouvidas na AR depois de nos últimos dias os deputados terem recebido a Ordem dos Enfermeiros e Sindicatos do sector, que concordaram com esta alteração por considerarem ser uma forma de garantir a qualidade dos profissionais de enfermagem formados em todas as zonas do país.
Tanto Manuel Lopes como o responsável pelo CCISP consideraram que mais um ano de estágio é "perfeitamente excedentário" quando já se encontra em funcionamento a Agência Nacional de Acreditação e Avaliação do Ensino Superior, criada para "obter esse controlo de qualidade".
"Nós somos os primeiros a pedir que comecem a actuar rápido. Quanto mais rápido a Agência começar a distinguir as escolas que têm falta de qualidade das outras, melhor para todos os que se preocupam com essa qualidade", disse Manuel Lopes perante os deputados.
Manuel Lopes considerou que a medida vai provocar "uma baixa na procura destes cursos, o que levanta mais um problema num país onde a rácio de enfermeiros por habitantes já é das mais baixas da OCDE na Europa".
Por seu lado, Rui Teixeira salientou que os cursos de enfermagem em Portugal já têm, em geral, uma qualidade comprovada por avaliações internacionais, nomeadamente da European University Association (EUA).
"Esta medida pode significar também, obviamente, um controlo da Ordem dos Enfermeiros no acesso à profissão, mas nós não concordamos com isso", salientou Rui Teixeira.
Segundo este responsável, os cursos de enfermagem em Portugal têm cerca de 2000 horas de formação teórica e entre 2400 a 2700 horas de formação prática "em contexto de trabalho real, nos centros de saúde e centros hospitalares", pelo que com mais um ano de estágio os enfermeiros portugueses estarão ainda mais em desvantagem em relação aos de outros países europeus.
"Há países da Europa onde o ensino da enfermagem nem sequer é superior, há países onde os cursos exigem 180 créditos, quando em Portugal se exigem 240 créditos, e esses enfermeiros estrangeiros podem exercer em Portugal", explicou.
O CCISP já pediu uma audiência ao Primeiro-ministro, José Sócrates, para expor estas preocupações.
Todos os anos, são formados em Portugal cerca de 3700 enfermeiros.
"Estes senhores vêm com argumentos que só traduzem a sua preocupação monetária em torno da formação. Os politécnicos sabem muito bem que os cursos de enfermagem são os que mais atraem alunos, logo o financiamento por parte do Estado (em função das vagas preenchidas) está garantido. Esse Sr Rui Teixeira esta muito mal informado quanto aos rácios e vê-se que não sabe nada sobre o desemprego em enfermagem. Caros colegas não podemos deixar que estes caríssimos intelectuais da educação venham comprometer o futuro de uma profissão porque só estão interessados em manter o financiamento dos seus politecnicozinhos."

1 comentários:
Pena que o sr Nutricionista Rui Teixeira, que até agora apreciava pela sua inteligencia e apoio á enfermagem portuguesa, se tenh deixado torpar pelo desgaste que o IPVC lhe possa provocar.
Se é para reduzir o número de enfermeiros no desemprego, vamos lá.
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